quarta-feira, novembro 17, 2010

Largada adolescência.

Sabe quando a adolescência abandona o nosso corpo, e a vida adulta resolve dar as caras sem nem ao menos dar um aviso prévio? Pois é isso que me aconteceu, há uns sessenta dias atrás, fui a Salvador, dar uns bordejo e me vangloriar por ser um errante escritor emergente. Querendo encontrar mais estórias para rechear meus escritos. Mentira. Estava atrás de trampo, e na busca do esquecimento das magoas que um relacionamento conturbado me impregnou. Foi neste momento, sentado no aeroporto, mais uma vez, porque eu quase morei no aeroporto de Congonhas de tanto que passei por lá nestes dois últimos anos, que escrevi este poema, e como uma luz de um Boeing 174, que me iluminou e decidi deixar a vida de andarilho adolescente e tratar de crescer. O popular, “tomar vergonha na cara”. Minha irmã Renata e meu mano Roberto foram quem mais gostaram desta! Mas me digam, existe algum outro lugar na face desta terra que pode nos faze refletir com tal profundidade, além de São Paulo? NÃO, respondo logo. Dois “D’s” {Porque a alma me dói? Sangrando os olhos do que não vejo!} Mais um aeroporto de mala na mão, mais um coração no chão de cimento. Cartas rasgadas, letras apagadas pelo simples ato de não querer. Eu sou Deus e o demônio de mim dois “D’s” do egoísta eu. Queria conseguir, queria! Amar quem sabe, ter raízes talvez. Asas que não vejo me alçam no vento me leva ás surpresas. Não sou da terra Não sou da água Não sou de ninguém sou do mundo. Porém, nem o pobre mundo em sua doce imensidão tragando a todos em sua amplidão me tem também, mas me deixo ficar! As fotos são ainda registros da arte de Rua de São Paulo na região da Paulista.

Um comentário:

  1. Sempre torcendo por vc cara......
    Ler você sempre é muito bom...
    Saudades..
    Um super abraço.

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