quarta-feira, janeiro 26, 2011

Soneto á Amada

Essa cidade que me arremessa em marginais, dura E gentil aos meus passos, rasgando o céu com seus prédios Aproxima-me de Deus e me revela o mundo e sopra sobre mim Freadas, sinceros gemidos de uma vida, arquitetura morta. Essa cravada na pedra, brilhante qual a estrela D’Alva Abre-se aos meus tolos sonhos arrastados por suas avenidas È única de todas por onde passei que com verdade me achei E não te abandono por amor, só pelo amor ao abraço da morte. Essa recriminada pela evolução que os homens não acompanham A dor do esmagado por ela com grandeza de quem ama E guarda lagrimas de desalento da solidão em seus becos, sou eu. E essa cidade é São Paulo! – a deusa das minhas oferendas Certeza... – na moldura reta e intensa qual o sangue me é pela vida Nunca nenhum lugar foi tão perfeito, quanto você, Sampa

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