quarta-feira, maio 25, 2011

Dia 1 - Revoluções - Uma política do sensível

Proponho aqui observações e anotações de minhas percepções do Seminário: Revoluções - Uma política do sensível.

O Projeto Revoluções é uma realização do Instituto de Tecnologia Social - ITS BRASIL, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, do SESC-SP e da Boitempo Editorial. No primeiro dia, 20 de Maio contamos com as explanações de Klemens Gruber, Alexander Kluge (em videoconferência), Vladimir Safatle, Eduardo Grüner e Marilena Chaui.

A suas maiorias jovens em de classe média á alta, estudantes de boas universidades, e professores, universitários claro! No auditório me posicionei ao lado esquerdo cinco fileiras ao fundo, na poltrona 26 para ser mais exato. Por falar em exatidão o auditório como citei é o teatro “Paulo Autran”. As conversas giram em torno dos autores e doutores que palestraram, muitas das vezes satirizando o posicionamento do autor em determinada teoria defendida.

De inicio ouvimos do diretor do SESC que o evento foi executado graças a verba do estado e apoio do departamento de Direitos Humanos no governo, que na verdade são os nossos impostos sendo revertidos para nós. Foi um evento para uma sociedade livre, justa, soberana e feliz. O evento foi voltado à filosofia, letras e militantes. Na verdade a revolução como vertente de abertura dos olhos da juventude que vai muito longe do Marketing. O século XX não foi só o século do Holocausto e de guerras, mas o século das revoluções por brigas utópicas, e hoje neste novo século a revolução é psíquica e inteligente com uma utopia social e mais comercial. São Paulo, nenhuma sociedade do mundo tem essa consciência social, política e cultural como esta sofrida, deflagrada, mas magnífica cidade latina brasileira.

Com observações e teorias sobre o homem e a sociedade, nos foi apresentado que o tempo é o devorador do trabalho vivo como o trabalho morto (definição de Marx), e o dinheiro não é natural, mas sim fabricação de homem, como diz Freud, criança não tem desejo por dinheiro.

O cérebro humano é um cristal que não pode ser quebrado.

Precisamos de TV com modelos analíticos e menos controladores em massa.

Iniciou após as 16:00 a Alexander Kluge (em videoconferência).

Visivelmente emocionado Kluge foi simpático e receptivo diante de mais de mil participantes do evento. Nos recomendou para sermos patriotas aos livros e aos cinemas e observou que a fantasia do século XX não é possível demonstrar de forma clara as escolhas e dos artistas desta era.A economia não tem o desejo da transformação social, por isso na TV, o maior veiculo de manipulação das transformações, e por isso é preciso fazer a anti-TV. Afinal o século XXI é o mais esquisito que vivemos. São muitos temas e é um grande desafio, e descobriu-se que a formas de palavras que são mais impactantes que a imagem.

O meio termo é sempre o pior caminho, ele aliena e transforma o ser em conformista. Por isso é crucial lembrarmos que todos os dias que vivemos são marcado pelo tempo correndo em direção á morte. E a revolução não desaparece, ela é um animal subterrâneo que dorme ao som do andar dos homens, mas quando este andar para ou emperra ela desperta e alinha os passos dos homens para frente, e às vezes para trás.

“O não interfere no além da consciência”.

A minha frente, após o intervalo uma moça, jornalista como presumi ao bisbilhotar sua conversa com um amigo. Muito esnobe afirmou que fez uma matéria para revista “Casa e Jardim”, sou apaixonado por esta revista. Afirmou ainda que foi uma “droga” e só escreveu baboseiras de cores e formas, mas o que importou mesmo foi o pagamento “gordo”. Me perguntei porque ela estava em um seminário sobre revoluções? Afinal ela sabe que no Brasil, a revolução em sua maioria só vira por meio do povo e para o povo!

Após o intervalo.

“Uma mente musical pode funcionar logicamente em qualquer situação”.

Autonomia = Problematização. A crítica entre arte e sociedade onde a arte tem suas próprias leis. Como o modernismo foi associado, criando suas próprias leis a um passo da revolução moderna. Na autonomia há certa modalidade de critica, seja ela estética artisticamente ou social. È no caos e a desordem que a natureza sucinta em nós o sublime da auto preservação, e o simples ato do pensar que transpassa os limites da imaginação.

A revolução é uma ruptura capaz de formar novas formas de vida, ela só ocorrera quando perdermos os medos de sermos nós mesmos. Já a cultura em massa é uma pedagogia de afeto, e sua ambivalência é muito relativa. O gênio, pessoal e individuo, este ultima tem de ser eliminado para que possa existir uma revolução, por ter base à causa em si mesmo, que define suas ações.

Enfim a revolução é silenciosa e sorrateira, enxergá-la requer tempo. Tudo o que grita e expõe a escândalo não é revolução é apenas baderna, excluindo passeatas fundadas nos desalentos do povo.

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