sexta-feira, maio 20, 2011

REVOLUÇÕES - SEMINÁRIO

Inicia hoje o seminário Revoluções: Uma política do sensível. Realizado no SESC Pinheiros, postarei aqui minhas opiniões e observações sobre: PROGRAMAÇÃO

Maio 20 e 21 de 2011

Seminário: Revoluções - Uma política do sensível

20/05 (sexta-feira)

12h00 - 14h30

Cadastramento dos participantes

14h30 – 15h00

Abertura

15h00-16h15

Uma Flotilha de Filmes: o escritor, cineasta e partisan da TV Alexander Kluge

Klemens Gruber

Após meio século, em que elaborou histórias, lançou mais de duas dúzias de filmes e de livros, realizou trabalho organizacional e estratégico para o Novo Cinema Alemão, teve uma incrível atuação política na mídia e fez dois ou três trabalhos teóricos, Alexander Kluge tem operado sistematicamente, desde 1988, como inventor, partisan e empresário na televisão privada da Alemanha. Em mais de 3000 programas, ele reúne as experiências estéticas e políticas do século XX num experimento de mídia transmitido à meia-noite. Além disso, ele escreve freneticamente: dois volumes de Chronik der Gefühle (“Crônica do sentimento”) e dois volumes de Der unterschätzte Mensch (“O homem subvalorizado”), mais um livro de histórias por ano – e agora ele também publica edições em DVD de seus programas de TV e outros materiais, em enormes quantidades.

16h15-17h00

Novas Formas de Expressão Artística do Pensamento Marxista

Alexander Kluge (videoconferência) e Klemens Gruber (mediação)

17h00-18h00

A Forma da Ruptura: uma outra leitura da autonomia estética

Vladimir Safatle A procura pela autonomia estética é o lugar onde pulsa a natureza política das obras de arte.

18h00-18h30

Curta-metragem: Amor Cego - Conversa com Jean-Luc Godard (Blinde Liebe – Gespräch MIT Jena-Luc Godard, 2001, DVD, 24 minutos) de Alexander Kluge

18h30 – 19h00

Intervalo

19h00-20h00

O olhar do outro. "Politização da arte" e alteridade cultural em Sartre e Pasolini.

Eduardo Grüner

Nas duas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial e, em particular na década de 60, muitos intelectuais europeus de esquerda experimentaram um crescente fascínio pela politica, pela arte, pela literatura e, de modo geral, pela cultura do "Terceiro Mundo". Isto deveu-se, em parte, a que era - no que se denominaria a "periferia - uma época de vibrante e épica insurgência (guerra do Vietnã, revolução cubana, movimentos africanos de libertação, etc) e, em parte, a uma sensação de esgotamento da esquerda "oficial" europeia (burocratização stalinista, aburguesamento socialista, integração do proletariado clássico no "capitalismo tardio"). Sem dúvida, aquele "fascínio" do qual falávamos traduziu-se, em muitos desses intelectuais e artistas, numa atitude paternalista ou, no melhor dos casos, ingenuamente "romantizante". Mas não em todos. Aqueles que provavelmente sejam os dois mais importantes destes intelectuais - o filósofo, narrador e dramaturgo Jean Paul Sartre e o cineasta, poeta, e também narrador e dramaturgo, Pier Paolo Pasolini - desenvolveram um posicionamento mais complexo. Procuraremos mostrar que, embora estes pensadores/artistas eram muito diferentes no tocante a sua perspectiva e a sua sensibilidade estética, a partir de seus diferentes pontos de vista deram um jeito de, como costuma-se dizer, "deixar o Outro falar por si mesmo", em lugar de limitar-se a construir um imaginário etnocêntrico e "orientalista" sobre esse Outro. Cada um a seu modo, pois, anteciparam em pelo menos um par de décadas (e com maior radicalidade, acrescentemos) os debates, tão na moda hoje, da Teoria Pós-colonial ou os Estudos Subalternos. Isso não somente Em Teoria (para parafrasear o já célebre título de Aijaz Ahmad) senão na própria lógica e "gramática" de sua práxis artística, na qual a presença de um "Outro excluído" opera com precisão no que Walter Benjamin denominava uma politização da arte, ao mesmo tempo que alegoriza um conflito trágico no interior da própria Razão Ocidental, muito no espirito, por exemplo, da dialética negativa de um Adorno. Hoje em dia, no contexto do que se mostra como uma crise quase "apocalíptica" do capitalismo tardio e da chamada "Globalização", assim como no concomitante ocaso do pensamento "pós-moderno" bem como da vitalidade artística, um retorno a tais precedentes poderia ser um produtivo anacronismo, uma forma incipiente mas decidida de "recuperar uma memória tal como relampeja neste instante de perigo", segundo o famoso dictum do já citado Benjamin.

20h00-21h00

Sobre o Oriente Médio

Marilena Chaui

21/05 (sábado) 14h00 - 15h00

Por uma nova crítica da economia política

Bernard Stiegler

15h00-15h15

Apresentação da Obra de Michael Löwy

Emir Sader 15h15-16h00

Revoluções

Michael Löwy (videoconferência)

As revoluções nunca se repetem. Cada qual é uma invenção, uma criação do povo oprimido que se revolta. Por mais que se possa aprender, se inspirar com as anteriores, sempre há um processo de inovação que é imprevisível.

16h00-17h00

Uma revolução que aniquilasse nossa musica Willy Corrêa de Oliveira

17h00-18h30

Revolução: quando a situação é catastrófica, mas não é grave Slavoj Žižek

18h30-19h00

Balanço Final do Evento

Emir Sader

19h30

Lançamento dos Livros de Slavoj Žižek

Em Defesa das Causas Perdidas

Primeiro como Tragédia, Segundo como Farsa

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