segunda-feira, junho 27, 2011

FANTÁSTICA JORNADA NOITE ADENTRO

De volta, trago aqui minhas observações e anotações de mais um evento nesta cidade borbulhante de eventos gratuitos, e que a população economicamente carente, que não possui forma de pagar, e não tem acesso deveriam participar. Somente os burgueses da nata literária e intelectual de São Paulo que o fazem. Acido, mas verdadeiro. Digo por que sai da periferia de Embu das Artes, e fui até a Biblioteca Viriato Corrêa na Vila Madalena para participar da “FANTÁSTICA JORNADA NOITE ADENTRO”.

O tema da Fantástica Jornada Noite Adentro, que ocorre uma única vez ao ano foi “BRUXAS”. Iniciou a noitada com a apresentação de um estudo para a peça teatral “A fogueira de Eva”, que é uma peça ambientada em São Paulo no século XVII. A Companhia Monalisa de Teatro trás a história de mulheres que foram condenadas por bruxaria.

Observação: O cine Odeon no Rio de Janeiro, já faz este evento a alguns anos, toda ultima sexta-feira do mês. Também é bem divertido.

Após a apresentação teatral houve o debate sobre o tema que contou com a participação da escritora Rosana Rios, da professora e pesquisadora Carla Cristina Garcia e com a mediação da escritora e filósofa Márcia Tiburi. Após e paralelamente contamos com as sessões de cinema e RPG. Do RPG só pude vislumbrar que a biblioteca foi decorada como um mosteiro e muitos participaram. Das sessões de cinema na qual participei, foram os filmes: As Bruxas de Salém, A Chave mestra e o último, terrivelmente chato, um cocô de tão ruim, O caçador de bruxas.

Minhas observações são sobre o debate. Iniciando com as observações da Carla Cristina Garcia, onde nos arremeteu que os textos usados por Freud para o estudo e pesquisa de histeria, foram utilizados os escritos e tratados da Santa inquisição.

Mas manteve-se no mito de Lilith. Onde temos que na tradição judaica esta verdadeira e primeira mulher fora feita com barro, excremento e sangue. Dá-se ai a justificativa de ser indomada. Palavras de Carla. Remete-nos a pesquisadora que sem a curiosidade feminina não teríamos evoluído. O mais importante desta noite, que se apresentou uma convenção feminista é que a inquisição foi formada por questões políticas e não puramente religiosas.

Por Rosana Rios, nos apresentou as bruxas da literatura. As deusas que alimentaram os arquétipos de boas e más são verdadeiramente as mães, aquelas que são as antecessoras das bruxas. E toda literatura onde é descrita uma bruxa é de certa forma uma retomada a fantasia.

Digo novamente que foi feminista este debate. Mesmo porque conforme disse a Márcia Tiburi, neste evento os homens seriam e foram os últimos a opinarem. Questionarem e possuírem respostas plausíveis, como a tosca que fiz e deixo aqui para receber uma resposta póstuma:

O Paulista:

“Muito se disse que os homens, na forma do patriarcal são os culpados pela repressão feminina. Não se pode negar. Mas quando me remeto ao popular ditado “por trás de um homem, há sempre uma grande mulher”, e com base no que disseram não posso deixar de crer que de certa forma foram às próprias mulheres motivadas e instigadoras desta forma patriarcal que as suprimiu. Como posso ver de outra forma esta hipótese?”

Não tive resposta. A Márcia Tiburi, em um gracejo limitou-se a dizer que os homens não tinham direito a voz. E nenhuma das três me respondeu. Acredito que minha pergunta foi muito tola, ou não tinha a ver com o tema.

Ao final concluiu sua mediação com o apelo á nós abraçarmos o feminismo que na verdade é o simples ato de se fazer o bem ao próximo! Então vamos fazer o bem ao próximo, com feminismo ou sistema patriarcal, não importa, façamos o bem!

As imagens foram retiradas de diversos sites da internet.

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