domingo, fevereiro 12, 2012

ÁFRICA NOS LÁBIOS DE ANA: A entrevista.


No evento que ocorreu na Fnac sobre o “Grupo Novas Letras” fui questionado sobre o que faço em meu blog, na real?, nunca tinha pensado sobre o assunto. Quando iniciei O Paulistano queria fazer testes para ver se escrevia de verdade ou era só fachada para os amigos e familiares, mas soltei:
– Escrevo sobre os personagens que encontro pela minha cidade amada: São Paulo, velha de guerra!
E é isso mesmo que faço. Contos e poemas que escrevo são deles e para eles.
Na procura do novo personagem uni o útil ao agradável.

Minha “morena” Paula Anunciação esta na busca de material para sua conclusão de curso e falará sobre a África – Conceito Antropológico, Educacional, Cultural, Religioso e outras coisas mais... Para auxiliá-la, e a mim também, fomos entrevistar Aninha. Falarei neste post alguns apontamentos, meu foco será a nova coletânea de contos inspirados na entrevista. A Aninha tem histórias, causos fantásticos, coisa de filme. Erradicada no Brasil... algumas décadas.
Publicarei ÁFRICA NOS LÁBIOS DE ANA.
Por motivos políticos não falarei o nome completo da Aninha.

Aos 21 anos depois de casar saí de Lisboa a caminho de Luanda na África. A saída das terras Portuguesas não foi apenas porque o marido engenheiro fora contratado para abrir estradas na África, mas também pela economia vacilante que os Lusitanos passaram, e estão passando de novo!
Lembre-se que estamos falando de períodos antes e depois da jurisdição de Salazar, aquele que “caiu da cadeira” – palavras de Aninha. Nesta época a sociedade ainda carregava tabus que foram dissipando no decorrer do século XX e entrada do XXI, entre eles os que envolviam as mulheres, isso não é segredo do abismo para ninguém, entretanto o governo Português mantinha, ainda, as terras africanas como colônias para a exploração e colonização Lusitana. Aqueles que se aventuravam, porque era uma aventura viver e trabalhar na África no período pré e durante e pós-apartheid, eram verdadeiros corajosos e ambiciosos, o que competiam aos homens e não as mulheres.

Os maridos partiam para a labuta na Savana e as bonitas dançando o Fado no Porto – Sarcasmo de Ana.

Nossa conversa com temas políticos e tensos foi recheada de sátiras e sarcasmo, e uma boa dose de “ranzinza” que Aninha possui. Com uma idade que ultrapassa os 80 anos (não revelou a verdadeira idade, nem a data de seu nascimento, mas fizemos as contas), um corpo que aparenta 40 e um espírito de 20, nos recebeu em seu apartamento próximo ao cemitério São Paulo – “Daqui irei a pé para o cemitério” – humor negro dela! Com café, biscoitos e muitas relíquias espalhadas pelo AP, além dos dois gatos pretos, companheiros desde sua vinda do Rio de Janeiro. Tento morado em Luanda e outras localidade da África, França, EUA, e o Brasil afora, Aninha também coleciona mapas, apaixonada. Nas paredes mapas e mais mapas, e um globo terrestre sobre a mesa de jantar.

Espero que gostem de: ÁFRICA NOS LÁBIOS DE ANA.
Eu sou assim. Assim que sou!

Um comentário:

  1. Verdade que esta entrevista rica em detalhes que fomos agraciados em poder fazer dará contos e mais contos fantásticos...



    Paula Anunciação(a morena)

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