quinta-feira, julho 19, 2012

Tronco de ferro



Para a continuação da coletânea RAIZ DE BAOBÁ, apresento o Orixás mais cultuado e amado. Utilizado muitas vezes de forma pejorativa e banalizada. Confesso que estou com receio em continuar esta coletânea, não por conta do tema, mas pude compreender, através de comentários e postagens, que as pessoas ainda possuem pré-conceitos daquilo que difere de suas crenças. Só tenho de pedir respeito, apenas isso, acima de qualquer credo.

Acredito que seja importante sabermos que Ogum (em Yorùbá: Ògún) é, na mitologia Yorùbá, sim existe mitologia na África, como existe na Grécia: é o Orixá ferreiro, o senhor dos metais. Considerado o primeiro dos orixás a descer do Orun (o céu), para o Aiye (a Terra), após a criação, o semideus visando uma vida humana. Em comemoração a tal acontecimento, um de seus vários nomes é Oriki ou Osin Imole, que significam o "primeiro orixá a vir para a Terra". O próprio Ogum forjava suas ferramentas, tanto para a caça, agricultura e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, e existiam templos nas províncias de Ondo, Ekiti e Oyo. 

Em 23 de abril, é feriado no Rio de Janeiro. Cariocas e devotos do mundo inteiro comemoram o dia de São Jorge. Padroeiro de Portugal, da Inglaterra e da Catalunha. São Jorge também é protetor dos soldados, militares, ferramenteiros e ferroviários. A devoção a São Jorge cresceu no Brasil pelos escravos que, proibidos de adorar seus Orixás, passaram então a fazer seus pedidos, cultos e rituais fora das igrejas, associando a imagem de São Jorge a Ogum, o sincretismo. Dizem que ele mora na lua, mas, porque Neil Armstrong não disse que o viu por lá em 1969? 

Ogum, também é o Orixá da guerra, do fogo e da tecnologia. Ele que criou as máquinas para a agricultura e ensinou aos homens a trabalhar o ferro com o fogo. De gênio impaciente e determinado, este Orixá usa a espada para abrir seus caminhos e derrotar seus inimigos. Representa o líder nato. Mas se invocado de um modo negativo, ele deixará sua espada se abater sobre quem foi injusto.

Recomendo para o conhecimento das lendas dos Orixás, o livro “Contos e lendas afro-brasileiras – A criação do mundo”, escrito por Reginaldo Prandi e ilustrado por Joana Lira, editora Cia. das letras. 

Trago então – RAIZ DE BAOBÁ: Ogum

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