quinta-feira, janeiro 03, 2013

Raiz de Luz



Nada mais conveniente do que terminarmos esta coletânea com ele, o Senhor Supremo, aquele, que supostamente dividiu com os homens um pouco de sua divindade, nos formando a sua imagem e semelhança. Existem vários mitos e lendas a cerca do criador e divino Deus. Mas aqui em especial traçaremos um entendimento a Oxalá.

Esta finalização com ele, o deus de e da Luz, de Paz e amor, na verdade ocorre no propósito de meu entendimento sobre a nossa existência na terra. Este deísmo (Deus + Razão) compreender o ser de Luz, que pode ser parecido conosco ou não, propõe que vivamos em amor. Isto é difícil  mas acredito que se cada dia nos esforçarmos para amar ao próximo, conhecido ou não, um ser bondoso ou não; iremos nos tornar pessoas mais iluminadas, e com isso iremos estar mais próximos dele. O amor ao seu semelhante é a verdadeira resposta para aproximar-se de supremo deus, a Luz das luzes.

Na verdade imagino Oxalá como um Pavão albino, em sua pompa beleza nos detalhes simplórios, como os desenhos das penas que são por sua simplicidade, magnânimo, e o reflexo da luz por sua anomalia genética – albinismo – torna-se um refletor de luz vivo.

Para este último prelúdio ao Poema Raiz de baobá  Oxalá, agradecemos aos Blogues Candomblé: O mundo dosOrixás, Ilê Oni Elegbara e Povo de Aruanda.
Enfim.
Eu sou assim, assim que sou!

Oxalá é o Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se de duas maneiras: moço (chamado Oxaguian) e seu símbolo é uma idá (espada), “mão de pilão” e um escudo, já o velho (chamado Oxalufan) possui uma espécie de cajado em metal denominado opaxorô. No candomblé, este é representado material e imaterialmente pelo assentamento sagrado denominado á. A cor de Oxaguian é o branco levemente mesclado com azul; a de Oxalufan é somente branco.

Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. Calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações.

Na África, todos os Orixás relacionados com a criação são designados pelo nome genérico de Orixá Fun Fun. O mais importante entre todos eles chama-se Orixalá (Òrìsanlà), ou seja, o grande Orixá, que nas terras de Igbó e Ifé é cultuado como Obatalá, rei do pano branco. Eram cerca de 154 Orixás Fun Fun, mas no Brasil e na Europa a quantidade reduz-se significativamente, sendo que dois, Orixá Olùfón, rei de Ifón (Oxalufã) e Orixá Ógìyán, o comedor de inhame e rei de Egigbó (Oxaguiã), se tornaram as suas expressões mais conhecidas.

Todas as histórias que relatam a criação do mundo passam necessariamente por Oxalá, que foi o primeiro Orixá concebido por Olodumaré e encarregado de criar não só o universo, como todos os seres, todas as coisas que existiriam no mundo. A maior quizila de Oxalá é o azeite-de-dendê, que jamais deve macular as suas roupas, os seus objetos sagrados e muito menos o seu Alá. A única coisa vermelha que Oxalá permite, é a pena de Ikodidè, prova de sua submissão ao poder genitor feminino.

O Alá (tecido que cobre o Orixá) representa a própria criação, está intimamente relacionado com a concepção de cada ser; é a síntese do poder criador masculino. A sua função primeira já remete ao seu significado profundo. A ação de cobrir não evoca somente proteção, zelo, denota a atividade masculina no ato sexual.

No Xirê, Oxalá é homenageado por último porque é o grande símbolo da síntese de todas as origens. Ele representa a totalidade, o único Orixá que, como Exú, reside em todos os seres humanos. Todos são seus filhos, todos são irmãos, já que a humanidade vive sob o mesmo teto, o grande Alá que nos cobre e protege – o céu.

Concluímos esta coletânea com RAIZ DE BAOBÁ: Oxalá

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