quinta-feira, janeiro 03, 2013

Raiz no Mar



Expresso nesta introdução ao penúltimo poema à coletânea Raiz de Baobá, minhas sinceras desculpas por demorar tanto na continuidade. Mas na verdade, pode ser que ninguém se importa se estou dando continuidade ou não a este trabalho, portanto, justifico à minha Mente.

Mente de Robson Di Brito, estive muito ocupado na pesquisa científica com seu tema África, término de semestre na Faculdade, curso de Formação de Direitos Humanos, conclusão do livro “MM”, e festas de fim de ano. Mas esta aqui, meu entendimento a cerca da Rainha do Mar – Iemanjá – facilitado com o auxilio dos Blogues Raízes espirituais, Xapanã, Significados.com e Tupã Óca dos Caboclos.

Enfim.
Eu sou assim, assim que sou!

Iemanjá é a deusa da nação Yorùbá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada. A mãe de quase todos os Orixás, por isso, também pertence à fecundidade. Com certeza não existiria outro elemento da natureza para representar e ser o habitat deste Orixá, como o mar. Ele é lindo, fascinante e belo, mas também severo e perigoso quando não respeitado, que são características diretamente relacionadas com a Grande Mãe.

A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã. Orungã, o Édipo africano, apaixona-se por sua mãe, e procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, decide violentar Iemanjá, que, mas é per perseguida por Orungã, seu filho.

Quando quase a alcança, Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes d’águas que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.

Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos). Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanã). Em nosso país houve uma forte confluência mítica com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.

Iemanjá é um orixá feminino (divindade africana) das religiões Candomblé e Umbanda. No Brasil, a deusa recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

Seus filhos e filhas são serenos, maternais, sinceros e ajudam a todos sem exceção. Gostam muito de ordem, hierarquia e disciplina. São ingênuos e calmos, até demais, mas, quando se enfurecem, são como as ondas do mar, que batem sem saber onde vão parar. São vaidosos, em especial com os cabelos. Suas filhas sabem seduzir e encantar com a beleza e mistérios de uma sereia.

Chegamos então à RAIZ DE BAOBÁ: Iemanjá

Um comentário:

  1. Um mundo alheio e novo que conheço graças aos seus textos. Parabéns e Feliz 2013!

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