quarta-feira, janeiro 08, 2014

Darwin: a vida de um evolucionista atormentado


Darwin: a vida de um evolucionista atormentado
Autor(es): Adrian Desmond e James Moore
Da: Editora Geração Editorial, 2013
Tradução: Cynthia Azevedo.

Não é um romance. Mas a tradução magnifica da Cynthia Azevedo é fluente, atraente, charmosa, sedutora e penetrante como se fosse um romance. Os autores Adrian Desmond (carequinha simpático) e James Moore (gordinho carismático) produziram uma bibliografia despretensiosa, mas gigante. Que apresenta Darwin por um prisma mais humano e menos sobrenatural. Sim, sobrenatural porque quando o estudamos (ao menos no colégio super. pretencioso que estudei – colégio religioso que dividia o estudo de biologia entre criacionista e evolucionista) imaginamos aquele homem que desvendou os segredos da evolução humana de forma tão singular, que o elevou a uma das maiores mentes da humanidade, sendo considerado por alguns (Eu e meus amigos do Ensino Médio) como um E.T. que veio aqui nos explicar como surgimos!

O livro é dividido em sete capítulos, longos capítulos. Eles novamente subdivididos, que datam as fazes da vida de Charles Robert Darwin. Os seus amigos, seus amores, suas aventuras e influências que o levaram a ser o evolucionista que conhecemos. Não li toda a obra ainda, por isso resolvi publicar aqui minhas considerações conforme a leitura dos capítulos.

Iniciamos em 1809-1831, período da revolução francesa e outras evoluções. É-nos apresentado a família do evolucionista e suas primeiras influências, que reverberariam por toda sua vida e trabalho. Nesta primeira fase conhecemos um garoto cercado pela fé cristã e a dicotomia das opiniões de seus avôs. O avô materno morreu antes de ele conhecê-lo, mas sua lembrança era forte na família.  Destaco aqui o avô Erasmus, pai do pai do Darwin. Um avô bem divertidíssimo, que quase nenhum garoto devia ter no século 19. Um velhinho com linguagem chula e humor extravagante. Os primeiros estudos do menino Charles mostram-se feitos em casa, a residência de um severo pai (Robert) que foi um médico respeitável e proprietário de terras, bem comum para o período. Por consentimento dos avôs casaram Robert com Susannah, mãe de Darwin.

Susannah foi uma mulher que sofreu com a rudeza do marido. Sendo sua imagem de mulher muito inferiorizada depois do casamento – é, o pai do Darwin foi um babaca (opinião minha). Charles Robert Darwin nasceu em 12 de Fevereiro de 1809, quando sua mãe tinha 44 anos de idade. Imagina, na época o índice de vida era de no máximo 60 anos e a mãe do Darwin o tem com 44, devia ser uma senhora forte. Quando Darwin tinha 8 anos Susannah faleceu por consequência de um tumor, uma das grandes perdas que Charles teria em sua vida (sei como é ser criança sem mãe). Suas irmãs maiores - Caroline e Mariane - foram seus exemplos maternos. Depois, temos um Charles que sai à caça, que paquera garotas do condado The Mount onde moravam, ou seja, um rapaz normal para o seu tempo – nada de extraordinário.

Termina o capítulo com a ida de Darwin para a universidade. Todos os fatos são confirmados por meio das cartas enviadas pelo próprio Darwin, anotações em seus diários (ter um diário, não era na época considerado uma ato estritamente feminino) e seus familiares e amigos. Para quem gosta de notas, este é um livro repleto de notas. Aqueles que amam vasculhar o livro atrás das informações do autor, boa sorte.

Assim que avançar nesta leitura trarei as novas considerações.

E, fim.

Ps.: Esta postagem é sem imagem porque o sistema do Blogger tá com graça. Faz dias que tento postar com imagens e nada. Já abri varias ocorrências no sistema de reclamação, mas nada. Então, decidi publicar assim mesmo! 

Eu sou assim.

Assim sou eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...