segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Clube dos 27: Amy Winehouse



Clube dos 27: Amy Winehouse
Autor(es): Cristophe Boffette, Patrick Eudeline (roteiro), Javi Fernandez (desenho) e Luca Merli (cores)
Da: Conrad Editora do Brasil, 2013
Tradução: Diego de Kerchove

Tive uma sorte imensa por ter auxiliado alunos maravilhosos. Interessados, divertidos, espertos e nada domesticados ou alienados. O que causa certas dualidades em meu entendimento sobre alguns estudos acerca do jovem na sala de aula e sua resistência para os estudos. Mas, enfim... Que venham os estudiosos com suas teorias e os professores com suas salas de aula.

Então, uma aluna (Giovanna Abreu) na despedida de fim de ano me presenteou com o HQ Clube dos 27: Amy Winehouse. Não sou fã de HQ (quadrinhos para nós os antigos), mas o livro é interessante. Muito bem feito, com acabamento magnífico, desenhos bem delineados e cores maravilhosas.

O livro tem a proposta de compor os cantores do macabro clube dos 27. Que são artistas que bateram as botas aos 27 anos, e em sua maioria no auge da carreira. Entre eles temos: Brian Jones, Jimi Hendrix, a bárbaraaaaa Janis Joplin, Jim Morrison e o tal do Kurt Cobain.

Como a história da Amy e o próprio HQ contam, Amy Winehouse entrou para a lista dos astros da música que morreram aos 27 anos. Ela vestiu o paletó de madeira no dia 23 de julho de 2011. A publicação não tem seu foco nas tragédias ou nas bizarrices dos vícios da cantora, mas apresenta a vida, a carreira, a morte da última a entrar no "clube" de forma leve e artística. A carreira da cantora britânica foi marcada pelos problemas com álcool e drogas, anorexia, bulimia e suspeita de autoflagelo. Ou seja, era uma Santa. Santíssima Amy Winehouse. Não é um exemplo a ser seguido. E diferentemente do que a mídia apresenta o livro busca na verdade focar na carreira da cantora. É claro que além da belíssima voz, que era presente e toda balada e algumas rádios, também teve sua vida pessoal escarafunchada pelos jornais de fofoca. O interessante é que além de apresentar parte da carreira e da derrocada até sua morte, busca descrever o romance com aquele cara (o namorado tranqueira) – não o conheço, nem sei quem ele é, nem faço questão de saber – mas a Amy era mesmo apaixonada por ele. Ao menos é o que o livro revela. E propõe levar em conta que foi o propiciador de tudo o que lhe aconteceu de ruim.

Os textos são de Cristophe Boffette e de Patrick Eudeline, as ilustrações de Javi Fernandez, as paletas de cores, que são muito boas foram elaboradas por Luca Merli. A tradução brasileira foi de Diego de Kerchove. Que venhamos e convenhamos, foi muito bem feita. Não fugiu das gírias londrinas e ao mesmo tempo não caiu nos cacoetes de traduções que vemos por aí.

Como diz a página da Editora Conrad, a biografia em quadrinhos é o primeiro volume da coleção "O Clube dos 27". Terá também Jimi Hendrix, a “magnifiquissíma” da Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones e o tal do Kurt Cobain.

Ou seja, minha aluna me arranjou um problema. Agora quero ter todos.
Recomendo. Um livro leve, bacana, bem feito, e você pode ler em trinta minutos. Não quer ler, veja as figuras!

Eu sou Assim.
Assim que sou.

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