quarta-feira, dezembro 07, 2016

Esse leitor – SOU EU!


Discurso para os alunos do 3º Ano do Colégio Diamantinense.
Terceirão...

   É com grande satisfação e orgulho que lhes envio esta mensagem. Chega a ser repetitivo o quanto sou grato por ter estado com vocês durante a jornada educativa. Lembro-me da primeira vez que os vi, há dois anos, e da forma que fui recebido. Alguns com desconfiança, outros mais receptivos. E posso afirmar com extrema certeza, eu não os escolhi como alunos, mas vocês me escolheram como professor.
   Não posso deixar de recordar que durante nossa trajetória ganhamos mais pessoas para nosso clã – que se tornou de fato uma família – e também as perdas. Aqui rendo minha homenagem à aluna Yasmim. Sim, uma homenagem sincera. Pois tive o prazer de conhecê-la, saber de suas qualidades e defeitos; e sou feliz por ter partilhado com ela momentos inesquecíveis, e por ter lido parte da “estória” que ela escreveu. Hoje ela não mais habita esse mundo, mas suas marcas por nossas vidas são magistrais.
   Há algo que talvez jamais tenha tratado com vocês. O Robson que chegou para ministrar as aulas de Redação no primeiro ano; é outro Robson que ministrou Literatura ao terceiro. Vocês me moldaram! Amadureceram-me e transforam o profissional que sou. Se hoje estou trilhando novos caminhos em minha profissão agradeço ao colégio Diamantinense, com todos os seus profissionais, seus alunos, e ao terceiro ano de 2016, por me motivar e proporcionar que tal evolução pudesse ocorrer em minha vida. Mesmo quando as minhas convicções e crenças foram, ou são divergentes com o esperado.
   Entre vocês tenho alunos que são meus fiéis amigos – sei que posso confiar sem medo – e aqueles que poderei bater um papo legal. Mas em todos, no geral, vejo-os como pessoas boas e de bem.

Obrigado, obrigado e obrigado.

   Quem os agradece não é somente o professor, mas também o escritor, o pesquisador, o sátiro, o religioso, o controverso, o enérgico, o sentimental, o extremista, o palhaço, o amigo, o bipolar (discordo disto, mas tudo bem – nunca pensei sofrem tal humilhação) enfim... O ser humano que sou.

   Valeu demais por me respeitar. Por me ouvir os conselhos, e por mostrar que estou no caminho certo.

   Todo o ser tem uma capa, quando não da ignorância, da inteligência – que pode ser reeditada com a produção do conhecimento. Mas o interior, esse é composto de folhas em branco, prontas para serem escritas. Desde a primeira folha até a última, a vida pede literatura. E cada um, enquanto ser vivo nasce produzindo narrativa, que possuí fim apenas com a morte. A verdade é essa: a vida é um contar de “estórias”. O terceiro ano do ensino médio de vocês foi um pequeno capítulo da literatura que construíram. “Estórias” essas individuais, mas que se misturaram no coletivo, e que não houve um protagonista, mas teve um leitor. Que se debruçou com vontade, com gana, que riu e chorou. Este que não se satisfez com os pequenos finais, mas que sempre pediu mais. Esse leitor – SOU EU!

SUCESSO AOS OUTROS, POIS O DE VOCÊS JÁ ESTÁ GARANTIDO!

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