quinta-feira, março 09, 2017

Sem vocês mulheres não haveria a VIDA.


A quem interessar possa, sobre o dia Internacional das Mulheres.
Aguardei pacientemente para observar as reverberações no facebook sobre esta data. Alguns comentários e postagens achei, hum... interessantes. Outros; senti um leve desconforto, e de um especialmente segurei o vômito. Mas, serviu-me tudo isso para refletir:
Tenho por obrigação não dizer FELIZ para nada, mas um belíssimo OBRIGADO!
Sim, sou grato a um oceano de mulheres. Primeira e exclusivamente para deusa que me trouxe ao mundo. Sei o quanto sofreu pela exclusão que sua família lhe forçou com a minha chegada mãe, e nem por isso me suprimiu a vida – e se o fizesse estaria em seu direito.  Depois à Lebara (Rainha das 7 encruzilhadas) que me guia os passos ao caminho do bem e do bom. E é claro para minha irmã Renata Brito, ela que ainda me ata às pontas do meu passado ao presente em vida (como diria Machado de Assis), não me permitindo esquecer a infância que compartilhamos – e é claro a sua filha (Amigona Linda do Tio) Aliah.
Depois teria de tecer uma infinidade de nomes de mulheres que me revelaram como é a vida: profissional, amorosa, acadêmica e outras coisinhas mais. Não caberia aqui, mas vale o esforço de lembrar algumas.
Se hoje estou no ofício de professor devo ao maior exemplo de Cristã, Justa, Honrada, Honesta, Firme e Mulher, que já conheci. Mirian Madeira, sem a direção desta mulher eu não seria o profissional que sou. Ela acreditou e trouxe para fora de mim o professor que sou hoje.
Minhas orientadoras. Póstuma – Professora Elizabeth Albuquerque, lá da primeira série: Menino você tem de escrever! Esse é o seu destino. - me disse um dia. Estou seguindo seu conselho, mestra. Se pude fazer minha primeira pesquisa acadêmica, mesmo sobre o crivo do preconceito racial que paira nas Universidades particulares do Brasil, devo aos incentivos da Doutora em Comunicação Social Carla Reis Longui. Não me abandonou, não me mimou, foi severa, cruel, firme e direta, mas me fez um homem das palavras acadêmicas. Obviamente que tive quem me permitiu escrever o que gosto. E olha que não sabia do que gostava na época, mas ela já sabia do que eu gostava. Ana Lucia Machado, o TCC sobre a Mestiçagem na Literatura angolana só aconteceu porque soube me mostrar o percurso que deveria seguir. E no hoje, recebo em minha vida a maior luz que um homem poderia receber, a honra de ser orientado pela Doutora Adna Candido de Paula, que me colhe como fruta verde e tem paciência de me amadurecer para a produção da dissertação de mestrado. Em um campo totalmente obscuro para mim, mas que por ela se ilumina.  
Tantas outras passaram pelo ser que sou Eu, mas de todas, além de minha mãe, a que mais me amargou a partida para o lado inexplicável (a morte) foi Mãe Lia de Oxum. Um verdadeiro encontro de almas, marcado pelos orixás. Encontrei minha amiga de milênios passados, que me olhou, e disse para seguir em frente – e sempre ser grato!
Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil, que mesmo diante da tentativa de humilhação que sofreu manteve-se digna e integra - MERECE MINHA ESCANDALOSA GRATIDÃO. Minhas alunas merecem minha gratidão. Minhas colegas de trabalho merecem minha gratidão. Minhas vizinhas merecem minha gratidão. As guerreiras de lutas pelo Brasil afora merecem minha gratidão.
As brancas, as negras, as indígenas, as asiáticas, as MESTIÇAS, as BRASILEIRAS merecem minha gratidão.
Não vejo o dia Internacional da Mulher como algo de especial, mas necessário. É preciso lembrar sempre que elas detêm o poder da vida. Sem vocês mulheres, eu não seria eu. Eu não existiria.
Sem vocês mulheres não haveria a VIDA.
Então... Limito-me em ofertar um sincero OBRIGADO, e respeito eterno.

Ah, tão esperando o que para dominarem o MUNDO? Tá demorando hein, bonitas!

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